O técnico de computadores que sou achou piada, e por isso dei tanta importância ao sucedido, a nunca ter querido saber se o cartão tinha aquela funcionalidade. (Já fala o povo sábio em "espeto de pau na casa do ferreiro")
Depois, o paranóico que há em mim começou a imaginar um meliante nos transportes públicos, de terminal em punho, encostando-o discretamente a todas as malas e mochilas que visse: meia dúzia de euros, pingados oito ou dez vezes por dia e livres de impostos, já permitiriam uma vidinha com algum conforto.
Veio então o sensato (ingénuo?) que há em mim concluir que, não senhor, de certeza que o sistema bancário cobrira este serviço com múltiplas precauções e, para se ter um terminal com tal função, seguramente era necessário dar ao banco amplas provas de uma identidade legítima (afinal, para me dar acesso ao serviço bancário online, o meu banco só falta pedir-me uma amostra de ADN), e que isso desmotivaria a maioria dos eventuais burlões.
No fim, tudo somado e avaliado, a memória mais persistente deste episódio talvez seja o devasso que há em mim ter achado a miúda do stand da Fundação EDP muito gira - mas, infelizmente, também a nossa interacção foi toda contactless e wifi...