Parecendo isto uma brincadeira, muito provavelmente com um certo objectivo que, assim à primeira, não vislumbrei, talvez pela minha pouca consistência da Língua portuguesa, bem como da fraca memória de aprendizagens passadas, não deixa de ter uma grande importância. Olhe, tanta que fui procurar, através destes sábios caminhos cibernéticos.
Só por curiosidade e para comprovar que até no melhor pano cai a nódoa, trago-lhe isto.
" Definição de sílaba tónica: Em todas as palavras há uma sílaba que se pronuncia com mais força ou intensidade, chama-se sílaba tónica. Ás sílabas que se pronunciam com menos força chamamos sílabas atónas.
A sílaba tónica de uma palavra pode ser a última, a penúltima ou antepnúltima.
Conforme a posição da sílaba tónica, as palavras podem ser classificadas em: agudas - quando a sílaba tónica é a última, como em "carrossel"; "estudar"; "mãe", "herói" ;"cor"; "boné". graves - quando a sílaba tónica é a penúltima, como em "gato"; "escola"; "foca"; "olho"; "lua"; esdrúxulas - quando a sílaba tónica é antepenúltima, como em "árvore"; "secretária".
Resumindo: "As palavras acentuadas na última sílaba são agudas, na penúltima são graves e na antepenúltima são esdrúxulas."
A autora diz : " Sou licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos".
Diga-me, notou algum erro nesta escrita? Pois eu notei e, após a sua resposta, dir-lhe-ei.
Eu encontrei três erros ortográficos: "atónas", "antepnúltima" e "Ás". As duas últimas admito serem erros de digitação (um "Shift" ou um "E" em que não se carregou correctamente, até porque há uma "antepenúltima" depois). Já "atónas" é um bocado difícil de explicar. Nem percebo como é que as duas primeiras passaram pelos correctores ortográficos que são hoje omnipresentes (e são também a primeira coisa que eu desligo nos meus equipamentos). O que não deviam ter passado foi pelo crivo da própria autora.
Contudo, tenho também que ser honesto e dizer que é mais fácil um erro de digitação passar-me em claro num ecrã do que no papel - e outras pessoas que conheço afirmam o mesmo.
Desculpe tê-lo feito analisar este texto 'à lupa'. Aliás, foi tão atento, que não lhe passou desapercebido esses tais dois primeiros que eu não reparei. Sendo o segundo, notoriamente um erro de digitação, sim.
Aquilo a que me referia foi à falha no acento que deveria ser grave e a a autora, "licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos", colocou erradamente agudo.
Pensando, agora, bem, quem esteve mais errada fui eu, porque, de uma forma impensada e infantil, o levei a perder tempo com a análise de uma coisa sem importância. Louvo-lhe a paciência que tem tido em me aturar.
Eu sou muito sensível aos erros ortográficos: são padrões que estão errados e reconheço-os de uma forma quase inconsciente. Na empresa em que trabalhei como técnico antes de me tornar freelancer, nenhuma proposta saía para um cliente antes de eu a verificar. Revisor de texto era, mesmo que oficiosamente, a minha segunda função lá.
Cruel, eu? Nem por isso. Eu não varejava (talvez devesse...) quem escrevia "entrega-se" em vez de "entregasse" ou "entregávam" no lugar de "entregavam". Mas tinha que ser rigoroso na marcação das incorrecções - afinal, documentos com erros ortográficos tornam-se uma mancha na imagem institucional da empresa. Não é que aquele pequeno estaminé já tivesse uma imagem institucional a defender... mas para quê estragar o que ainda nem existia?