Há alguns anos, li que Magritte tinha o hábito de pedir a amigos que lhe dessem o nome para um quadro recém-pintado que eles ainda não tinham sequer visto, e depois divertir-se a ler as explicações dos críticos para o significado desse título (que era, na realidade, completamente aleatório). Não sei se isto é factual ou apócrifo e nunca foi o meu objectivo ir tão longe. No entanto...
Já antes escrevi aqui num comentário que a liberdade permitida por não me impor uma linha editorial definida é não ter que existir uma lógica narrativa no blogue. Isso estende-se, em grande medida, à relação entre títulos e textos. Há títulos com uma relação quase matemática com o conteúdo. Outros, seriam completamente entendíveis apenas por um trio de pessoas (eu incluído). Em alguns casos, no título está o realmente importante. Outras vezes são puzzles propositados. E outras, como agora, é um título que surge de repente, fruto de uma bizarra associação de ideias originada pelo conteúdo do post e que pode nem fazer muito sentido - mas que, para uma parte recôndita do meu cérebro, era tão cartesiana na sua lógica que o gritou para eu ouvir (tornam-se um puzzle acidental).
(O título é uma frase do filme
Sunset Boulevard. Se pesquisar no Youtube, encontrará facilmente a cena - clássica - onde é dita.)